Você viu ontem os privilégios de um grupo de policiais que cumpre pena em uma prisão do Paraná. Depois da denúncia, a secretaria de segurança do estado abriu inquérito para investigar o caso. Mas os detentos não vão ser punidos por usar telefone celular na prisão.
Imagens mostram os privilégios que policiais presos recebiam dentro da cadeia. André Alves Sampaio aparece ao celular durante o banho de sol na prisão e ainda usa uma faca sem ser incomodado por nenhum carcereiro.
Ediomar de Oliveira é acusado de deixar vazar informações sigilosas da polícia. Responde ainda por formação de quadrilha e corrupção. Ele também não encontra problemas em falar ao celular e ainda arranca o espelho de um carro apreendido.
O preso que fala ao telefone dentro de um carro, com pernas esticadas, é Antonio de Jesus Lima, acusado de tráfico de drogas.
Assim que tomou conhecimento das imagens, a corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para apurar as denúncias. O secretário de segurança pública do Paraná Luiz Fernando Delazari encaminhou um pedido para que o Ministério Público acompanhe as investigações.
“O objetivo é identificar quem cometeu o crime de facilitar a entrada de celulares e puni-los rigorosamente. As imagens demonstram a prática de um crime inaceitável dentro de uma cadeia. Preso é para ficar preso, não para ficar falando em telefone celular”, aponta o secretário de Segurança Pública do Paraná Luiz Fernando Delazari.
Mas a primeira ação da polícia, uma vistoria na delegacia, terminou sem que qualquer irregularidade fosse encontrada nas celas. Os celulares que eram usados pelos presos sumiram.
A lei classifica como crime a facilitação do acesso de celulares em presídios, mas não há crime para os presos que usam os telefones dentro da cadeia. O que para o promotor Fábio André Guaragnia é uma distorção: “Pensamos que o legislador se preocupou em criminalizar o comportamento de inserir o telefone celular no presídio porque, através de celular, internos praticam crimes ou em tese praticam atividades criminosas, parece incoerente, soa incoerente que o mesmo legislador não tenha punido quem fala ao telefone celular”.
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