terça-feira, 14 de julho de 2009

Corpo de menina austríaca morta no Rio está no IML há 25 dias

Depois de 25 dias de investigação, o corpo da menina austríaca Sophie Zanger, 4, permanece no IML (Instituto Médico Legal) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, sem data para ser liberado.
Segundo o delegado titular da 36ª DP (Santa Cruz), José de Morais Ferreira, a Justiça fez duas exigências em relação ao caso e ainda não autorizou a solicitação do pai, o austríaco Sasha Zanger, que aguarda a liberação do corpo da filha para ser enterrado na Áustria e também tenta obter a tutela do filho de 12 anos, que permanece sob a guarda provisória da avó de criação, Anayá Rocha.
"Ontem, o juiz da 27ª Vara Federal fez duas exigências: quer a cronologia das lesões no corpo da menina e um estudo social psicológico do menino. Agora, vamos aguardar as análises", disse o delegado.
O empresário pede à Justiça autorização para levar o corpo da menina e o filho para o país no próximo domingo (19).
Sophie morreu no dia 19 de junho, ao chegar com traumatismo craniano, lesões no corpo, desnutrida e desidratada no hospital estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. Dez dias antes de ser internada, ela havia dado entrada desmaiada num posto médico em Santa Cruz (zona oeste do Rio).
Ainda segundo Ferreira, o inquérito foi entregue ao Ministério Público no dia 1º de julho, mas a polícia recebeu retorno apenas ontem. O delegado disse que a tia e a prima da vítima são acusadas de tortura resultante em morte no documento e podem pegar até 16 anos de prisão. As suspeitas negam o crime.
"O caso ainda não foi definido porque o laudo não foi conclusivo. Vamos aguardar novos resultados", disse Ferreira, que passou a cuidar do caso após a saída do delegado Aguinaldo Ribeiro da Silva.
Disputa
O pai de Sophie chegou no dia 18 ao Brasil para ver a filha e afirma que tentava reaver a guarda das crianças e levá-las para a Áustria desde que a mãe, Maristela Santos, deixou o país.
A mãe de Sophie foi localizada pelos advogados do austríaco em março de 2008, na casa da irmã que é suspeita de agredir a menina. Em fevereiro, a tia da vítima conseguiu na Justiça a guarda das crianças.
Com a mãe desaparecida e as suspeitas de que a menina estava sendo agredida pela tia e por uma prima de 21 anos, a Justiça transferiu a guarda das crianças para a mãe adotiva de Maristela dos Santos, Anayá Rocha.
Após a morte da criança, Maristela Santos voltou a aparecer e procurou a polícia. Ela e o austríaco assinaram um acordo para que ele embarque com o filho mais velho do casal e com o corpo de Sophie para a Áustria no próximo domingo. Os dois aguardam a determinação da Justiça.

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